Participe do bate-papo com comentários, críticas e sugestões. É só clicar aqui

Livros e eBooks de Tarcísio Lage e outros autores na
ciberlivraria.com.br


bannerciberP

Links sugeridos
por anarco.net

WiliLeaks Brasil

 Editora Faísca

 Centro da Mídia Independente

Bafafá

Causa Operária

Brasil de Fato

Carta Maior

Caros Amigos

Agência Envolverde

Notícias do Planalto

MST

MTST

Taquiprati

Observatório da Imprensa

Resistir

Cultura Brasileira

Rebelion
Em Espanhol

Protest
Em Inglês

 

 

Free counter and web stats

 

Manchetes comentadas
10/11/2011

A BOMBA ATÔMICA IRANIANA  QUE NÃO

EXISTE E A HIPOCRISIA INTERNACIONAL

Ninguém cobra de Israel as bombas que tem estocadas, dizem que umas cem.

 

CRÔNICA
07/11/2011

A CRISE E OS TAMBORES DA GUERRA

explosaoatomicaParece coincidência. Mas exatamente no momento em que a Europa enfrenta crise econômica semalhante a dos EUA em 2008 – sendo o povo grego o bode expiatório – intensificam-se os tambores da guerra. Em Israel, o presidente Shimon Peres, aquele que ganhou o prêmio Nobel da Paz, aderiu à tese dos falcões sionistas a favor de um ataque militar contra o Irã. Quase ao mesmo tempo, em Washington, a porta-voz  do Departamento de Estado aconselhou a resistência síria a não depor as armas diante da oferta de anistia do governo. É muito sintomático, ainda que alguém possa perguntar: o que tem uma coisa com a outra, o que tem a crise financeira européia a ver com tais opiniões guerreiras?

Tem sim. E muito. Não é novidade dizer que a crise dos anos 30 da século passado foi o estopim para a Segunda Guerra Mundial. A Primeira, a de 1914, é tida nos livros de História como a inauguração das guerras imperialistas modernas. Dizia-se na época que ela, a guerra, não tinha sido feita na Alemanha, mas que o feito na Alemanha (o made in Germany) tinha sido a causa da guerra.

Atualmente, esse tipo de guerra global está restrita no plano, digamos, cambial, desencadeada contra a China, o novo império que desponta. As guerras de verdade estão regionalisadas. E essas guerras, sobretudo as invasões do Afeganistão e do Iraque – calcadas na teoria das guerras preventivas lançada na administração Bush – têm contribuido para mitigar a crise do capitalismo, que não tem como sobreviver senão através do desperdício. Quando há uma crise no consumo, as guerras aparecem como uma boa opção para manter o desperdicio necessário, quer dizer, as máquinas trabalhando a todo vapor. Pode parecer uma incoerência, mas é assim que funciona. Pede-se o sacrifício do povo grego justamente para que o resto da Europa possa continuar consumindo e desperdiçando. Em outros países europeus, também, propaga-se a ideia do sacrificio. Caso da Holanda, onde se pede corte nos gastos sociais e redução da cobertura dos serviços de saude, ao mesmo tempo que se propõe aumentar a presença holandesa nas tropas invasoras do Afeganistão.

Pois, então. Um ataque israelense contra o Irã fará com que os Estados Unidos e a Europa joguem para debaixo do tapete a crise grega do dia para a noite. O ataque, está claro, seria um ato de insanidade, abrindo a possibilidade, mais uma vez, do uso de armas nucleares. Uma repeitição de David contra Golias, sendo os EUA com seus arsenais de destruição em massa o Jeová. A verdade é que ninguém sabe onde irá parar um ataque contra o Irã. No caso da Síria, a esperança é a repetição do que aconteceu na Líbia, onde a OTAN fez aliança até com a AlQaeda para derrubar Kadafi. E aí temos, entramos na grande contradição. O governo do presidente Saad, uma ditadura, sem dúvida, assim como era o regime líbio, é mais progressista (moderno, se quiserem) do que os governos atados às leis duras do islamismo, caso da Árabia Saudita. Evidentemnte, nada disso conta. O que realmente conta é que as máquinas não parem. Que continue a destruição dos recursos do Planeta para a sobrevivência do sistema. As guerras são, sempre, uma boa opção.

 

Crônica de 30/05/2011 - O agronegócio, a reforma do Código Florestal e o Choacalhão

Crônica de 06/06/2011 - A guerra contra a droga é uma droga

Crônica de 26/08/2011 - Kadafi e o bombom do poder

Crônica de 29/08/2011 - Terremoto, furacão e primavera

Crônica de 06/09/2011 - O vendaval do 11 de setembro

Crônica de 13/09/2011 - Estado corrupto e Estado policial

Crônica de 26/09/2011 - Ainda melhor que o Estado Palestina

Crônica de 11/10/2011 - A cruz, a espada, o crescente vermelho e de quebra a estrela de Davi

Crônica de 21/10/2011 - Abatido do jeito recomendado por Ronald Reagan: como o cachorfro doido do deserto

Crônica de 28/10/2011 - Sai Orlando, entra Rebelo

 

Curto e Grosso de Maio -

 Curto e Grosso de Abril

Curto e Grosso de Março

Curto e Grosso de Fevereiro

Curto e Grosso de Janeiro

CURTO E GROSSO DE 2010

Artigos e crônicas de Tarcisio  Lage

.